Resultados do setor da construção em 2007 apontam um 2008 gordo. São Paulo, SP, dezembro de 2007: Construção estima crescer 7,9% em 2007 e 10,2% em 2008 - Para um crescimento do PIB nacional estimado em 4,7%, a construção civil brasileira deve ter crescido 7,9% em 2007 (balanço oficial ainda não foi divulgado). Em 2008, se o PIB aumentar 4,8%, o crescimento do setor deverá ser de 10,2%, o maior dos últimos anos. As previsões foram anunciadas pelo presidente do SindusCon-SP, João Claudio Robusti, em entrevista coletiva à imprensa, em 4 de dezembro (2007), na sede do sindicato, com a participação do diretor de Economia do sindicato, Eduardo Zaidan, e da consultora da FGV Projetos, Ana Maria Castelo.
Vários indicadores sustentam estes prognósticos favoráveis. O mais expressivo é o do nível de emprego da construção, que cresceu 7,4% até setembro, quando o setor registrava a marca de 1,75 milhão de trabalhadores formais. Já as vendas de vergalhão, até setembro, haviam crescido 12,2%, e o consumo de cimento, 8,5%. Até setembro, o faturamento da indústria de materiais de construção havia aumentado 7,4% e o do comércio de insumos de construção aumentou 7%. Robusti observou que, embora a taxa acumulada do produto do setor até o terceiro trimestre de 2007 fosse de 4,2% (estimada a partir do ICC/IBGE), "certamente este dado será revisto quando for consolidado em 2008, diante do desempenho dos demais indicadores".
Esse desempenho favorável foi alavancado principalmente pelo aumento dos financiamentos imobiliários. O valor do crédito imobiliário ofertado pelos bancos com recursos da Caderneta de Poupança, que havia sido de R$ 7,6 bilhões de janeiro a outubro de 2006, passou para R$ 14,6 bilhões (+87%) no mesmo período de 2007. O número de unidades habitacionais financiadas, que nos primeiros dez meses de 2006 havia sido de 92 mil, passou para 155,8 mil no período de janeiro a outubro de 2007.
Adicionalmente, mais 12 empresas da construção ingressaram no mercado aberto em 2007, captando R$ 8 bilhões até outubro, apenas no lançamento de suas ações, sem contar as captações realizadas pelas demais ao longo do ano.
Já o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que havia reservado R$ 15 bilhões para 2007, despendeu apenas R$ 1,4 bilhão. "Isso significa que em 2008 teremos os recursos que não foram gastos este ano mais os do ano que vem. Esse volume, mais aquilo que já está contratado para ser construído a partir de março no mercado imobiliário, mais um novo crescimento no volume de financiamentos e de captação em Bolsa, nos dá a segurança de que o setor da construção deverá crescer mais de 10% em 2008", diz Robusti.
Fonte: Sinduscon-SP
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