MERCADO

 

FGTS EM 2008

Geral - Perspectivas:
250 mil novas habitações


NOVA PONTE

Ficará mais fácil
chegar à Ilha da Crôa.


NO BRASIL
Sinduscon animado:
Construção estima
crescer 10,2% em 2008


NA ESPANHA
Carteira Hipotecária:
Reduz a concessão
e os juros aumentam.


2008: o ano da virada do FGTS.

 

São Paulo, SP, dezembro de 2007 - As conquistas nos anos de 2006 e 2007 foram muitas e levam o mercado imobiliário, a partir do próximo ano, rumo ao crescimento sustentado. A expectativa é atingir o volume de 250 mil unidades financiadas. Isso porque haverá pouco espaço para a diminuição da taxa de juros - a projeção de importantes institutos de pesquisa é que a Selic caia para 10,25%, no final de 2008 - e há linhas de financiamento de até 30 anos.


Como a Caixa Econômica Federal - durante muitos anos o maior agente financeiro imobiliário do País - tem perdido espaço no volume de financiamentos para os bancos privados, esperamos que o agente financeiro volte a operar com a mesma competitividade de antes.


O segmento tem a expectativa de os bancos privados passarem a operar com recursos do FGTS, a exemplo do Itaú. Dessa forma, mais pessoas terão acesso aos imóveis com valores de até R$ 130 mil. Com a desconcentração, 2008 será o ano da virada do FGTS.


Porém, para conter o déficit habitacional de oito milhões de moradias e pensar em soluções de médio e longo prazo, a construção civil e imobiliária aguardam a manifestação de vontade política do governo, que poderá vir expressa na forma de uma perene Política Nacional de Habitação.


O Secovi-SP defende a necessária articulação entre os governos municipais, estadual e federal para que as famílias com renda de até cinco salários mínimos tenham acesso a habitações de interesse social e a um programa efetivo e articulado de subsídios. Por exemplo: para um imóvel de R$ 35 mil, a União entraria com R$ 10 mil de subsídio - direcionado à mulher da família. O agente operador do FGTS contribuiria com R$ 15 mil; Estados e Municípios liberariam R$ 5 mil; e o comprador participaria com R$ 5 mil de recursos próprios.


Contamos, para 2008, com a conclusão do processo de padronização de contratos, pois há necessidade de estimular a securitização de recebíveis imobiliários, bem como com a adição do princípio de concentração dos registros do imóvel na matrícula, apesar desse assunto depender do governo e do Congresso Nacional.


O próximo ano (2008) será bastante promissor para o sindicato iniciar as conversas com seguradoras e fundos de pensão. Assim, será possível medir o interesse de terem em seus ativos títulos lastreados em base imobiliária.


Enfim, acreditamos que o mercado cresça de 15% a 20% em 2008, comparativamente a 2007, tanto em termos de lançamentos como em volume de vendas.
 

Reprodução de artigo de João Crestana,

presidente do Secovi-SP, publicado no portal da entidade.

©2008 Aldebaran Urbanismo todos os direitos reservado